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  • Elvira Schuartz

o que é um Glass Studio? + mapa para vidreiros viajantes

Atualizado: 20 de Mar de 2019

Até o surgimento do glass studio, quem quisesse soprar vidro precisava de uma estrutura industrial bem grande, pois a receita para se fazer vidro é bem complicada... não tanto pelos ingredientes, mas sim pelas proporções! É algo como... para cada 5 toneladas de sílica são necessárias 5 gramas de salitre. Como dividir as gramas para fazer uma quantidade menor? E quem vende quantidades tão pequenas? Imagine, então, misturar essa receita de bolo... só com uma betoneira. Sem contar o potássio ou óxido de chumbo, necessários para transformar o vidro em cristal. E depois, como faz para estocar toda essa matéria-prima? Dá-lhe armazém. Conclusão, só tinha um jeito: pequenos artesãos precisavam dividir espaços maiores e coletivos para criar suas peças.


Foi então que, na década de 1970, Dale Chihuly, um dos artistas de vidro mais famosos da atualidade, fundou a Pilchuck Glass School, uma das primeiras escolas de sopro de vidro, na região de Seattle, cidade que hoje é um grande centro do vidro soprado artesanal. Com isso, Chihuly começou a incentivar estruturas menores para que seus alunos pudessem soprar vidro em fundos de quintal. Adaptando uma estrutura de fábrica para as proporções de um pequeno ateliê, nasceu uma rede de fornecedores de olho no público de alunos da escola.


A Pilchuck começou assim, no meio da floresta, como um curso de verão


E o que esses fornecedores (como a Denver e a Spectrum) começaram a vender para os alunos saídos da Pilchuck? Fornos com uma caldeira pequena para manter o vidro transparente derretido a 1300°C; pellets ou nuggets de vidro transparente (as pellets são a mistura pré-mixada, os nuggets são pedacinhos de vidro pré-cozido; os nuggets são mais fáceis de trabalhar, mas as pellets resultam em cristais mais brilhantes); e barras de vidro com as cores concentradas, ou em pedacinhos pequenos, conhecidos como "fritas". Com auxílio da técnica de overlay — na qual o vidreiro pega um pequeno disco de cor, depois o esquenta e o mergulha em uma capa de vidro transparente — não é preciso ter uma panela para cada cor. Isso impede o uso de algumas técnicas, como a Sommerso, que você já aprendeu como é no nosso post sobre técnicas de Murano. Mas permite ainda muita versatilidade.


Nós aqui no Espaço Zero temos um glass studio e conhecemos bem essa estrutura enxuta: o nosso estúdio de soprar vidro cabe dentro de uma carreta de caminhão, que pode ser levada para qualquer lugar! Se você quiser conhecê-lo, ligue pra gente e agende uma visita :) aqui abaixo vai uma amostrinha:


Nosso studio glass: à esquerda, a panela de vidro transparente (cubo azul); ao centro, a têmpera, onde as peças prontas são resfriadas; à direita, o forno de caldear (que estava desligado nesse dia)


Contamos toda essa história para compartilhar com vocês um recurso que adoramos: nesse mapa do GoogleMaps abaixo, você encontra todos os glass studios espalhados pelo planeta. Se você é vidreiro ou quer trabalhar com vidro e correr o mundo — lembrando que os primeiros vidreiros, lá na Idade Média, eram nômades — , aqui estão os endereços das portas onde você pode bater :) uma das vidreiras que trabalhou conosco, vinda da Califórnia, chegou até nós, aqui em São Paulo, com ajuda desse mapa.


Boa viagem!


https://www.google.com/maps/d/u/0/viewer?ie=UTF8&t=h&oe=UTF8&msa=0&mid=19FqjOWFOLNCUSZTXGW1k3X8oq5Q&ll=24.990258728629406%2C-4.921087144307421&z=3

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